quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ruínas e construções





     Tão belo como um edifício em construção contra um céu azul, só mesmo um edifício em ruínas contra o mesmo céu. O que importa é o céu azul.

Mario Quintana (Caderno H, p 123)







Imagem: www.deviantart.com

terça-feira, 5 de abril de 2011

Das alianças desiguais




    Gato do Mato e Leão, conforme o combinado,
    Juntos caçavam corças pelo mato.
    As corças escaparam... Resultado:
          Não escapou o gato.

    Mario Quintana (Espelho mágico, p 46)









Imagem: www.deviantart.com

segunda-feira, 4 de abril de 2011

S.O.S.




    O poema é uma garrafa de náufrago jogada ao mar.
    Quem a encontra
    Salva-se a si mesmo...

    Mario Quintana (A cor do invisível, p 125)



      Imagem: Dallas Nagata

domingo, 3 de abril de 2011

As estrelas




     Foram-se abrindo aos poucos as estrelas...
     De margaridas lindo campo em flor!
     Tão alto o Céu!... Pudesse eu ir colhê-las...
     Diria alguma se me tens amor.

     Estrelas altas! Que se importam elas?
     Tão longe estão... Tão longe deste mundo...
     Trêmulo bando de distantes velas
     Ancoradas no azul do céu profundo...

     Porém meu coração quase parava,
     Lá foram voando as esperanças minhas
     Quando uma, dentre aquelas estrelinhas,

     Deus a guie! do céu se despencou...
     Com certeza era o amor que tu me tinhas
     Que repentinamente se acabou!

     (1934)

     Mario Quintana (A cor do invisível, p 24)









Imagem: Alana Siebert

sábado, 2 de abril de 2011

Da preguiça




     A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.

Mario Quintana (Caderno H, p 144)



Imagem: www.weheartit.com

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Fatalidade



     O que mais enfurece o vento são esses poetas inveterados que o fazem rimar com lamento.


Mario Quintana (Caderno H, p 84)







Imagem: www.deviantart.com